quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

RATES DE MENEZES

Nascido na cidade de Rosário do Sul,no Estado do Rio grande Do Sul na fronteira oeste em1966, ficou orfão de pai e mãe quando tinha 16 anos (1982).


casou -se com Andrea Dias, quando tinha 21 anos (1987) em Bagé,Rs.
residiu em Rosário, Alegrete ,Santa Maria,Bagé,livramento,são Leopoldo,Portão do sul,
Praia Grande, Sc ,toledo,PR, Primeiro de Maio.PR, e atualmente em União da Vitória ,PR.
completou 28 anos de feliz matrimônio e tem dois filhos ,Hebenéser (21 anos )e Gileade ( 15 anos)
Pastor evangélico a 26 anos e formado, Bacheral em teologia pela Universidade Da Bíblia (curso livre)

sempre sonhador gosta de escrever e ler ,sobre tudo ,mas especialmente ficção e romance.

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quarta-feira, 22 de agosto de 2018



PORQUE INTENTASTE MENTIR...

( ANANIAS E SAFIRA )atos 5

No capitulo cinco de Atos dos Apóstolos , nos deparamos com um fato bastante relevante, único e intrigante.

Em meio a conversão de muitos surgiu o desejo de alguns venderem tudo que possuíam para repartir com os pobres da igreja.

Ao contrário de que alguns pensam, não estavam fazendo nenhum voto de pobreza, mas tinham um sentimento comum de que Jesus voltaria a qualquer momento.

Surge e destaca-se no cenário um casal que achou que poderia acompanhar o que muitos estavam fazendo.

Mas como eram desprovidos de fé, decidiram o seguinte: (imagine o seguinte diálogo)

Numa abastada casa de Jerusalém.

Um homem e uma mulher conversavam: a saber Ananias e Safira.

-Mulher o que você acha desse movimento novo no meio da congregação de vender tudo e dar aos pobres?

-Meu amado acho que isso seriam muito bom , para termos crédito e importância diante dos apóstolos e de todos os membros no geral.

Pois, estou pensando em fazer o mesmo vamos vender nossas propriedades improdutivas e levaremos o valor aos apóstolos.

Mas diremos que foram vendidas por um valor bem inferior e assim guardaremos uma boa parte, para não nos apertarmos se Jesus demorar a voltar.

-Excelente ideia , marido minhas amigas vão morrer de inveja ao saber que, doamos para o bem de outros, principalmente Délia que é uma tremenda olho gordo.

Assim resolveram.

Porém esqueceram que não estavam lidando com homens comum, mas com um Deus que tudo vê.

o pecado de ananias e safira
Atos 5.1-11


Os dicionários definem a hipocrisia como "característica do que é hipócrita. Falsidade, dissimulação. Ato ou efeito de fingir, de dissimular os verdadeiros sentimentos e intenções". Este termo tem sua etimologia na língua grega (hupokrisía,) e se referia ao ator de teatro. Hipócrita era a maneira como o povo descrevia este ator que representava um papel. E seu talento estava em convencer a platéia de que ele não era ele mesmo, mas sim aquele personagem ali no palco. Daí, ainda em nossos dias, o termo é utilizado para descrever o ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui.
Jesus chamou a atenção para este mal que era visível na vida dos fariseus: "Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro, estais cheios de hipocrisia e iniqüidade (Mateus 23:28; cf. Mateus 6:1-18, 15:1-20). O problema dos fariseus não era doutrinário ou teológico, mas sim, na qualidade dos seus motivos. Suas atividades eram cercadas apenas por aparência de santidade; apenas para serem vistas pelos homens.
Vejamos algumas frases que ajudam a entender o que é a hipocrisia:
"Hipocrisia é exigir perfeição das pessoas, mas irar-se quando se é repreendido pelos seus erros.Hipocrisia é sempre enxergar os defeitos alheios, mas nunca se propor a concertar os próprios.Hipocrisia é falar mais do que é capaz de fazer.Hipocrisia é se colocar sempre acima dos outros.Hipocrisia é uma falsa humildade, que se desfaz no primeiro confronto".Em nossas reflexões sobre Atos dos Apóstolos nos deparamos, no cap. 5.1-11, com uma triste história. Trata-se do casal Ananias e Safira. Vamos olhar para este texto e aprendermos o grande prejuízo que a hipocrisia trás, tanto para a igreja, quanto para quem a pratica.
I. O Contexto e o erro de Ananias e Safira
Os últimos versos do capítulo 4 (vv. 32-37) descrevem como viviam os cristãos. Havia comunhão, amor, suporte mútuo. Os cristãos praticam a solidariedade e generosidade. Em 4.34 diz que "Não havia nenhum necessitado entre eles, porquanto os que possuíam casas ou terras, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos...". E Lucas registra um exemplo desta generosidade dizendo que Barnabé vendeu sua propriedade e entregou o dinheiro para a igreja (4:36-37).
É exatamente aqui que entra o casal Ananias e Safira. O gesto de Barnabé promoveu profunda impressão neles. Desejosos de imitar o exemplo generoso de Barnabé assentaram no coração o intento de reter parte do valor, e levar o restante para os apóstolos. E qual foi o erro deste casal?
O erro não foi ter dado todo o dinheiro. Não havia qualquer exigência da entrega de todo o montante da venda. Tanto que Pedro pergunta a eles: "Conservando-o não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? (5.4). O erro consistiu em ter eles dado uma parte, dando a impressão que haviam dado tudo. Hipocrisia e mentira. Aparentemente Barnabé e Ananias praticaram a mesma ação. Ambos venderam a propriedade. Ambos levaram o dinheiro para os apóstolos. A diferença é que Barnabé trouxe o dinheiro, enquanto Ananias trouxe apenas uma parte, fingindo ser todo o dinheiro.
Como bem apontou John Stott, o apóstolo Pedro "não denunciou a falta de honestidade (trazer apenas uma parte do dinheiro da venda), mas a falta de integridade (trazer apenas uma parte, fingindo que era todo o dinheiro). Eles não eram avarentos; eram mentirosos. Queriam o crédito e o prestígio da generosidade sacrificial, sem terem que arcar com as inconveniências. Assim, a fim de conquistar uma reputação à qual não tinham direito, contaram uma mentira deslavada. A motivação do casal, ao dar, não era aliviar os pobres, mas inflar o próprio ego".
II. A Razões da Hipocrisia (farisaísmo):
A hipocrisia se apresenta quando queremos colocar nossa ênfase nos atos externos de prática religiosa e na aparência pública de espiritualidade. Nós nos orgulhamos do nosso comparecimento à nossa igreja. Oramos mais fervorosamente quando os outros estão escutando do que em particular em nossos quartos. Fazemos questão de que os outros saibam quando nós ofertamos ou ajudamos alguém necessitado. Fazemos comentários públicos sobre nossa devoção a Deus falando sobre nossa leitura bíblica diária, nosso jejum, nosso compromisso com o envolvimento nas atividades da igreja. Fazemos questão que todos saibam o quanto somos "consagrados" em nossas atividades na igreja.
Os hipócritas amam os holofotes. Não conseguem viver fora das manchetes. Mas devemos perguntar: Porque somos tão facilmente tentados a cair nessa armadilha de exibir nossa espiritualidade? Jerry Barrs nos ajuda dando as seguintes razões:
1ª.) Primeiro, gostamos que os outros pensem bem de nós. Queremos causar uma boa impressão e representar bem o nosso Cristianismo. Em parte isso é bom. Desejamos seguir a injunção bíblica de evitar toda aparência de mal (1Ts 5:22). Mas o foco de nossa devoção pode ser facilmente desviado. Para atenção de quem eu estou orando? Por que eu estou ofertando? O Senhor nos chama para termos devoção verdadeira a ele nos nossos corações e não estarmos preocupados se os outros pensam que temos uma vida de oração boa ou se damos o suficiente ou se parecemos religioso o bastante.
2ª.) Segundo, começamos facilmente a nos congratular espiritualmente se os outros nos elogiam. O orgulho se intromete, e prontamente nos esquecemos de nossa pobreza espiritual. Na verdade, quão fria é a nossa devoção, quão morno é o nosso amor, quão fraco e inconstante é o nosso zelo!
3ª.) Terceiro, essas evidências externas da vida religiosa são muito mais fáceis de realizar do que a verdadeira obediência aos mandamentos de Deus sobre justiça, misericórdia e fidelidade. Todos nós ansiamos por um caminho para a espiritualidade mais fácil do que o que Deus planejou para nós. A todas as nossas desculpas a resposta de Jesus é a mesma: "O que verdadeiramente significa amar a Deus de todo seu coração, e de toda a sua alma e entendimento, e o que significa amar seu próximo como a você mesmo?"Ananias e Safira morreram imediatamente após as repreensões de Pedro, tomados subitamente de um esmagador senso de culpa. Uma grande tragédia que, como o texto nos esclarece, produziu "grande temor a toda a igreja e a todos quantos ouviram a notícia destes acontecimentos" (At 5.11).
A gravidade deste pecado é que a hipocrisia, conduz, inevitavelmente, à duplicidade e por fim à apostasia. Hipocrisia é mentir para os outros sobre nossa comunhão com o Senhor, enquanto duplicidade é mentir para nós mesmos. Passamos a acreditar nesta mentira e nos achamos bons cristãos. O resultado deste processo, lento mas erosivo, é a apostasia. O hipócrita acaba por se afastar da comunhão com Deus.
III. Lições que podemos aprender:
Como já dissemos nas devocionais anteriores, o livro de Atos não é normativo para nós hoje. Nem tudo que aconteceu em Atos, deve necessariamente ser repetido em nossos dias. Se assim fosse, imagine o que aconteceria com os hipócritas que ainda existem dentro de nossas igrejas. Todo domingo teríamos crentes morrendo como conseqüência de seus fingimentos. Não obstante o livro de Atos não ser normativo, Deus ainda hoje condena a hipocrisia. Precisamos extrair os princípios e algumas lições desta tragédia e aplicá-las em nossas vidas.
1ª.) É impossível fingir ou mentir para Deus: Pedro deixar muito claro que o pecado daquele casal foi um pecado contra Deus (5.3,4). Ananias e Safira estavam mentindo para Deus e não para os homens. Davi também entendia assim quando ao encarar seu pecado disse: "pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que era mal perante os teus olhos.." (Sl 51.4).
Precisamos ter consciência deste ponto. Antes que nosso pecado seja contra pessoas, pecamos contra Deus. E ele não precisa ficar nos espionando pelo buraco da fechadura para saber o que fazemos às escondidas "...todas as coisas estão desnudadas e patentes aos olhos daquele a quem temos que prestar contas" (Hb 4:13). Não existe nenhuma criatura que não seja descoberta na Sua presença.
Com Deus não existem cuidados a tomar na tentativa de ocultar nossa vida íntima e privada. Não temos como fingir ser o que não somos. Sempre estamos desnudados na presença dele e isto em face de que Ele "não nos vê como o homem vê...o homem vê o exterior, porém, o Senhor vê o coração" (I Sm 16:7). Sua vigilância é tremendamente perfeita (Sl 139.1-5). Não temos como esconder alguma coisa de Deus. Quando estou namorando, quando da minha relação com meu cônjuge e filhos; quando estou longe dos olhos da igreja, em viagem de férias; quando estou fazendo negócios ou assistindo a minha TV; tudo, tudo está sendo vigiado por Deus e esta vigilância é maravilhosa e sobremodo elevada.
A certeza de que é impossível esconder qualquer coisa de Deus, deveria poderosamente influenciar toda a nossa conduta, a fim de fugirmos do pecado, e caso aconteça, abandonar esta infrutífera e inútil tentativa de tapear Deus.
2ª.) Deus ama sua igreja e deseja protegê-la do grave pecado da hipocrisia: A gravidade deste pecado pode ser constatado por dois aspectos: a) Trata-se de uma mentira contra o Espírito Santo ou contra Deus e b) a morte instantânea e imediata de Ananias e Safira.
Porque Deus ama sua igreja, ele precisa agir de maneira a disciplinar os pecados que surgem em seu meio. Com a morte de Ananias e sua esposa, Lucas diz que "sobreveio grande temor a todos os ouvintes" (v.5,11). As pessoas tomaram consciência de que Deus não tolera o pecado. Ele não "pode suportar hipocrisia com ajuntamento solene. Jesus disse dos fariseus: "Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim". (cf. Mc 7.6).
O objetivo da disciplina é manter a igreja pura, restaurar o pecador e trazer glória a Deus. A disciplina não é um caminho opcional para a administração da igreja, mas uma necessidade, que deve ser entendida, obedecida e aplicada, para manter a saúde espiritual da igreja. Calvino, ao falar sobre a necessidade da disciplina eclesiástica disse que: "aqueles que pensam que a igreja pode sobreviver por longo tempo sem disciplina estão enganados; a menos que pensemos que podemos omitir um recurso que o Senhor considerou necessário para nós."
3ª.) É impossível servir a dois senhores: Ananias e Safira, provavelmente, eram membros da igreja. O exemplo de Barnabé mexeu com eles e tiveram com isso um forte desejo de imitá-lo. No entanto, acharam que entregar todo o dinheiro iria depois fazer falta. E resolveram então, tentar "um meio termo, nem tanto ao mar, nem tanto a terra". Queriam o crédito e o prestígio da generosidade sacrificial de Barnabé, sem terem que arcar com as inconveniências.
Esqueceram da advertência do Senhor: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um, e amar ao outro; ou se devotará a um e desprezará ao outro". (MT 6.24; Lc 16.13). Ananias não quis servir a Deus e fez do dinheiro, um ídolo e objeto de sua adoração.
Como pontuou certa vez Thomas Watson, "O hipócrita é estrábico, pois olha mais para sua própria glória do que para a de Deus".
4ª.) Satanás está por trás da hipocrisia (v.3): O pecado de Ananias não foi um acidente. Ao contrário, ele premeditou junto com sua esposa. Veja como foi a pergunta do apóstolo: "Então perguntou Pedro: "Ananias, como você permitiu que Satanás enchesse o seu coração?" (NVI). Esta pergunta dá a entender que Ananias poderia ter evitado o pecado. E a frase seguinte (v.4) "como, pois, assentaste este desígnio em teu coração" demonstra que o pecado surgiu após longa e cuidadosa deliberação. Assim como aconteceu com Judas Iscariotes, Ananias "deu lugar", "permitiu" que o diabo enchesse seu coração.