CONFISSÕES DE LÚCIFER.
MENEZES,
Carlos Augusto Prates de. CONFISSÕES DE LÚCIFER/ Carlos Augusto Prates de
Menezes. Ed. Clube de autores. 2016.
Impresso
pelo Clube de autores – 2017.
Copyright "©" 2017. Todos os direitos
reservados. Proibida a reprodução parcial ou total, por qualquer meio. Lei Nº
9.610 de 19/02/1998 (Lei dos direitos autorais).
2017.
Escrito e produzido no Brasil.
Esta é uma história
fictícia, nomes e lugares aqui descritos é produto da imaginação do autor
CONFISSÕES DE LÚCIFER.
CARLOS
AUGUSTO PRATES DE MENEZES
Meu nome é
Uédiner com dablio W.
Wédiner Medonça Myller descendente de
espanhóis, nascido e criado na capital do estado.(RS)
De família
classe média alta, sempre tive uma vida confortável e digna.
Bem jovem
entrei na faculdade de jornalismo pela P.U.C, e me formei aos 22 anos, agora
com 30 trabalho numa emissora de TV, a 8 anos.
Mas o que
mais me deixa feliz é passar minhas férias no interior na casa de meus avós
maternos, na cidade de flores da Cunha na serra gaúcha.
A bela propriedade de meu avô Henrique Myller,
tem em torno de 50 hectares.
Sempre
passei todas as férias colegiais ali, com minhas irmãs mais velhas, hoje uma é
enfermeira, outra advogada.
O lugar mais
lindo para mim era a cachoeira da pedra branca com uma queda dӇgua de 18
metros de altura e um riacho de águas transparentes.
Também ali
ao pé da montanha tem uma caverna de uns 9 metros de altura 8 de largura, lugar
preferido de nossas brincadeiras de infância.
Eu batizei à
com o nome de A Caverna do Dragão.
E foi
justamente ali nessa caverna que tive meu primeiro contato com o chamado mundo
dos espíritos.
Quando um
personagem estranho me procurou para conversar.
Eu estava
mergulhado no riacho, curtindo 15 dias de férias da emissora de Tv, onde
trabalhava.
E ao sair da
água tive a sensação de que estava sendo observado por alguém, mas tinha
certeza que estava só ali.
Era segunda
- feira 16.30, (8 de janeiro de 2000) olhei em direção a caverna do dragão e
assentado sobre minha pedra favorita.
Um homem que me acenava convidando a me
aproximar.
Senti um
frio na espinha e não pude desviar os olhos daquele sujeito, fui me aproximando
devagar.
Ele era alto
talvez 1,80 de altura, loiro de olhos azuis, sorriso franco e simpático.
Me cumprimentou
sem se levantar, boa tarde jornalista, sou seu fã e acompanho tua carreira
desde de menino.
Estando
cerca de três metros de distância respondi, boa tarde.
E como
jornalista o fuzilei com perguntas.
_Quem é
você? Como chegou aqui? E como me conhece?
_Bem pretendo
lhe contar muitas coisas por isso vamos devagar, por enquanto pode me chamar de
Lú.
_Tudo bem, o
que deseja de mim?
A princípio
apenas conversar e quando me conhecer melhor você decide.
Se quiser
viver umas boas e novas aventuras ou se quiser viver com sua vidinha pacata,
você decide.
_Na verdade
pretendo lhe dar uma entrevista.
_E como sabe
se eu quero entrevistar um estranho?
_Como lhe
disse vamos conversar e você decide.
_Primeiro
pegue essa cadeira e sente-se.
Olhei para
trás de mim para onde ele apontava e tinha uma cadeira de praia.
Pensei ele
deve ter trazido consigo.
_sentei-me a
sua frente dizendo: sou todo ouvidos.
E olhava
para dentro da caverna para ver meu material de camping, que havia deixado lá.
E ele me
disse, não te preocupa não mexi em tuas coisas, está tudo ali.
Pensei
sujeito estranho.
Ele sorriu,
me olhava como se pude ver –me por dentro.
A sombra da
caverna soprava um ar frio, mas os arrepios que eu estava sentindo eram
diferentes, Eu já estava meio assustado.
Ele sorrindo
me disse não tenha medo Wédiner que não pretendo lhe causar nenhum mal.
Quero
conversar e fazer algumas confissões.
Vou começar
tentando te dizer quem eu sou.
Você
acredita no céu e no inferno?
Ao ouvir
isso os arrepios se tornaram intensos e pensei será que estou diante de uma
alma penada?
_Nada disso,
não sou alma penada não, mas de certa forma sou uma alma.
_E essa ele
adivinha até o que penso.
_Na verdade
não sou chegado a esse negócio de religião se isso que quer saber.
_Eu sei, e o
que me diz de um certo homem velho lá de cima?
_Tenho
ressalvas, apesar de ouvir tanto que Ele existe.
_Hum e o que
me diz de um opositor chamado diabo, coisa ruim, homem do abismo etc.
_Bem esse
acho que não existe, deve ser fruto da imaginação humana.
_Por isso que
vim conversar com você, gosto de seu ceticismo.
_Vai querer
me convencer que Ele existe, esqueceu que sou cético?
_Que me diz
se eu lhe contar que conheço o homem chamado diabo.
_Vai querer
que eu acredite nisso?
Ele parou de
Sorrir e me disse, vou lhe contar meu segredo.
_Eu sou
Lúcifer o grande portador de luz.
Eu o olhava
atentamente e agora ele brilhava como o sol ao meio dia, ofuscando minha visão.
Pensei estou
sonhando só pode ser isso.
_ Ele me
perguntou então está com medo?
_Não,
respondi sem medo, mas muito curioso.
_Bem preste
atenção nisso.
Estalou o
polegar e estávamos no cume da montanha, lugar de difícil acesso.
De onde se via toda a área rural e a cidade ao
longe.
Mais um
estalar do polegar e a cidade estava diante de meus olhos.
Pensei definitivamente
isso é um sonho, vou acordar logo.
De lá Eu
contemplava a casa de Vovô.
Ele tornou a
estalar o polegar e voltamos para a caverna.
_Então que
achou?_
_Bem se você
é Lúcifer, mas cadê o rabo e o chifre?
Ele riu e
disse-me bem eu me apresento como Eu quero, porque tenho de ser feio, porque o
povo quer?
Nisso
prestei atenção nele, agora se vestia com um terno preto de linho fino de alto
padrão.
_Digamos que
acredito que você é Lúcifer e que eu não estou sonhando, mas o que você quer
comigo?
Venho lhe
oferecer um acordo, escute e veja tudo que quero lhe mostrar depois você
escreverá um livro, que será um sucesso, AS CONFISSÕES DE LÚCIFER.
Topa fechar
comigo?
_Hum mas
esse negócio não envolve minha alma no final?
_Esquece
essa coisa de pagar com a alma, Eu só quero um bom ouvinte, preciso desabafar e
quero que minha história seja contada de meu modo, Eu me amo!
Eu quero que
todos me vejam como uma alma boa, que infelizmente não deu certo, mas não como
um rebelado sem causa.
_Está bem eu
topo.
Estendi a
mão para Ele, que sorrindo disse é melhor você não me tocar.
_É verdade
esqueci que você é fogo.
Ele estalou
o polegar, e Eu já estava chegando em casa, meu vô, assentado na área, me
disse: que bom chegou na hora do café.
Entrei fui
para meu quarto pensativo e resolvi tomar uma ducha.
Quando saí
do banho, sob minha cama tinha um anel dourado e um bilhete que dizia:
_ Esse é o
selo de nosso acordo.
Quando
quiser me ver esfregue ele três vezes, e eu virei a ti.
Te espero
amanhã 9hs na cachoeira para começar
nossa entrevista.
Enquanto
tomava café, perguntei Vô,
_Me diga
nunca viu nada estranho na gruta da cachoeira?
Ele sorriu e
disse.
_ Você não
vai acreditar mas tem um homem que mora lá, Eu o vi várias vezes sobre a pedra
e quando quis falar com Ele, Phuf, desaparece.
_Pois tive a
impressão de ter visto alguém por lá, mas não acredito nessas coisas.
Mas que
existe, existe, dizia vovô e então mudou de assunto, para não assustar vovó
Nina.
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