sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

CONFISSÕES DE LÚCIFER.

MENEZES, Carlos Augusto Prates de. CONFISSÕES DE LÚCIFER/ Carlos Augusto Prates de Menezes. Ed. Clube de autores. 2016.

Impresso pelo Clube de autores – 2017.

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2017. Escrito e produzido no Brasil.










Esta é uma história fictícia, nomes e lugares aqui descritos é produto da imaginação do autor















CONFISSÕES DE LÚCIFER.
CARLOS AUGUSTO PRATES DE MENEZES
Meu nome é Uédiner  com dablio W.
  Wédiner Medonça Myller descendente de espanhóis, nascido e criado na capital do estado.(RS)
De família classe média alta, sempre tive uma vida confortável e digna.
Bem jovem entrei na faculdade de jornalismo pela P.U.C, e me formei aos 22 anos, agora com 30 trabalho numa emissora de TV, a 8 anos.
Mas o que mais me deixa feliz é passar minhas férias no interior na casa de meus avós maternos, na cidade de flores da Cunha na serra gaúcha.
A   bela propriedade de meu avô Henrique Myller, tem em torno de 50  hectares.
Sempre passei todas as férias colegiais ali, com minhas irmãs mais velhas, hoje uma é enfermeira, outra advogada.
O lugar mais lindo para mim era a cachoeira da pedra branca com uma queda d”água de 18 metros de altura e um riacho de águas transparentes.
Também ali ao pé da montanha tem uma caverna de uns 9 metros de altura 8 de largura, lugar preferido de nossas brincadeiras de infância.
Eu batizei à com o nome de A Caverna do Dragão.
E foi justamente ali nessa caverna que tive meu primeiro contato com o chamado mundo dos espíritos.
Quando um personagem estranho me procurou para conversar.
Eu estava mergulhado no riacho, curtindo 15 dias de férias da emissora de Tv, onde trabalhava.
E ao sair da água tive a sensação de que estava sendo observado por alguém, mas tinha certeza que estava só ali.
Era segunda - feira 16.30, (8 de janeiro de 2000) olhei em direção a caverna do dragão e assentado sobre minha pedra favorita.
 Um homem que me acenava convidando a me aproximar.
Senti um frio na espinha e não pude desviar os olhos daquele sujeito, fui me aproximando devagar.
Ele era alto talvez 1,80 de altura, loiro de olhos azuis, sorriso franco e simpático.
Me cumprimentou sem se levantar, boa tarde jornalista, sou seu fã e acompanho tua carreira desde de menino.
Estando cerca de três metros de distância respondi, boa tarde.
E como jornalista o fuzilei com perguntas.
_Quem é você? Como chegou aqui? E como me conhece?
_Bem pretendo lhe contar muitas coisas por isso vamos devagar, por enquanto pode me chamar de Lú.
_Tudo bem, o que deseja de mim?
A princípio apenas conversar e quando me conhecer melhor você decide.
Se quiser viver umas boas e novas aventuras ou se quiser viver com sua vidinha pacata, você decide.
_Na verdade pretendo lhe dar uma entrevista.
_E como sabe se eu quero entrevistar um estranho?
_Como lhe disse vamos conversar e você decide.
_Primeiro pegue essa cadeira e sente-se.
Olhei para trás de mim para onde ele apontava e tinha uma cadeira de praia.
Pensei ele deve ter trazido consigo.
_sentei-me a sua frente dizendo: sou todo ouvidos.
E olhava para dentro da caverna para ver meu material de camping, que havia deixado lá.
E ele me disse, não te preocupa não mexi em tuas coisas, está tudo ali.
Pensei sujeito estranho.
Ele sorriu, me olhava como se pude ver –me por dentro.
A sombra da caverna soprava um ar frio, mas os arrepios que eu estava sentindo eram diferentes, Eu já estava meio assustado.
Ele sorrindo me disse não tenha medo Wédiner que não pretendo lhe causar nenhum mal.
Quero conversar e fazer algumas confissões.
Vou começar tentando te dizer quem eu sou.
Você acredita no céu e no inferno?
Ao ouvir isso os arrepios se tornaram intensos e pensei será que estou diante de uma alma penada?
_Nada disso, não sou alma penada não, mas de certa forma sou uma alma.
_E essa ele adivinha até o que penso.
_Na verdade não sou chegado a esse negócio de religião se isso que quer saber.
_Eu sei, e o que me diz de um certo homem velho lá de cima?
_Tenho ressalvas, apesar de ouvir tanto que Ele existe.
_Hum e o que me diz de um opositor chamado diabo, coisa ruim, homem do abismo etc.
_Bem esse acho que não existe, deve ser fruto da imaginação humana.
_Por isso que vim conversar com você, gosto de seu ceticismo.
_Vai querer me convencer que Ele existe, esqueceu que sou cético?
_Que me diz se eu lhe contar que conheço o homem chamado diabo.
_Vai querer que eu acredite nisso?
Ele parou de Sorrir e me disse, vou lhe contar meu segredo.
_Eu sou Lúcifer o grande portador de luz.
Eu o olhava atentamente e agora ele brilhava como o sol ao meio dia, ofuscando minha visão.
Pensei estou sonhando só pode ser isso.
_ Ele me perguntou então está com medo?
_Não, respondi sem medo, mas muito curioso.
_Bem preste atenção nisso.
Estalou o polegar e estávamos no cume da montanha, lugar de difícil acesso.
 De onde se via toda a área rural e a cidade ao longe.
Mais um estalar do polegar e a cidade estava diante de meus olhos.
Pensei definitivamente isso é um sonho, vou acordar logo.
De lá Eu contemplava a casa de Vovô.
Ele tornou a estalar o polegar e voltamos para a caverna.
_Então que achou?_
_Bem se você é Lúcifer,  mas cadê o rabo e o chifre?
Ele riu e disse-me bem eu me apresento como Eu quero, porque tenho de ser feio, porque o povo quer?
Nisso prestei atenção nele, agora se vestia com um terno preto de linho fino de alto padrão.
_Digamos que acredito que você é Lúcifer e que eu não estou sonhando, mas o que você quer comigo?
Venho lhe oferecer um acordo, escute e veja tudo que quero lhe mostrar depois você escreverá um livro, que será um sucesso, AS CONFISSÕES DE LÚCIFER.
Topa fechar comigo?
_Hum mas esse negócio não envolve minha alma no final?
_Esquece essa coisa de pagar com a alma, Eu só quero um bom ouvinte, preciso desabafar e quero que minha história seja contada de meu modo, Eu me amo!
Eu quero que todos me vejam como uma alma boa, que infelizmente não deu certo, mas não como um rebelado sem causa.
_Está bem eu topo.
Estendi a mão para Ele, que sorrindo disse é melhor você não me tocar.
_É verdade esqueci que você é fogo.
Ele estalou o polegar, e Eu já estava chegando em casa, meu vô, assentado na área, me disse: que bom chegou na hora do café.
Entrei fui para meu quarto pensativo e resolvi tomar uma ducha.
Quando saí do banho, sob minha cama tinha um anel dourado e um bilhete que dizia:
_ Esse é o selo de nosso acordo.
Quando quiser me ver esfregue ele três vezes, e eu virei a ti.
Te espero amanhã   9hs na cachoeira para começar nossa entrevista.
Enquanto tomava café, perguntei Vô,
_Me diga nunca viu nada estranho na gruta da cachoeira?
Ele sorriu e disse.
_ Você não vai acreditar mas tem um homem que mora lá, Eu o vi várias vezes sobre a pedra e quando quis falar com Ele, Phuf, desaparece.
_Pois tive a impressão de ter visto alguém por lá, mas não acredito nessas coisas.

Mas que existe, existe, dizia vovô e então mudou de assunto, para não assustar vovó Nina.

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